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Patronato Penitenciário de Pernambuco insere reeducandos no mercado de trabalho

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  • 01/11/2013
  • 11h17min

Em dezembro de 2012, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos  Humanos (SEDSDH) iniciou os trabalhos do Patronato Penitenciário de Pernambuco. O órgão que é coordenado pela Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), veio para substituir e ampliar as atividades da Chefia de Egressos e Liberados (CAEL).

O Patronato Penitenciário de Pernambuco foi criado pelo Projeto de Lei, nº 643/2011, em 07 de dezembro de 2012. No início de suas atividades, o órgão assumiu cerca de 4.000 reeducandos, homens e mulheres, que cumprem pena no Regime Aberto ou estão sob benefício do Livramento Condicional, oferecendo a eles cursos profissionalizantes, apoio jurídico, retirada de documentos, atividades remuneradas com empresas parceiras, orientações vocacionais para inclusão no mercado de trabalho, carteira de habilitação, além de atendimento psicossocial e pedagógico.

Segundo o assessor administrativo Antony P. Da Silva, responsável pelo setor de convênios, atualmente o Patronato tem parceria com 19 empresas entre públicas e privadas, que emprega aproximadamente cerca de 300 reeducandos. O trabalho é realizado por meio de convênio de Cooperação Técnica celebrado entre a SEDSDH e a empresa parceira. Neste acordo os beneficiários trabalham 8h/dia, tem ajuda de custo para transporte, remuneração mensal e alimentação diária, até o término da pena.

Um exemplo de parceria exitosa entre o Governo do Estado e a iniciativa privada, é a indústria Algo Bom, cuja especialidade é produtos de limpeza a base de algodão. A empresa que emprega 48 reeducandos, distribuídos entre os que ainda cumprem pena, os que estão no semi-aberto, no aberto e os que já pagaram sua dívida com a sociedade e hoje trabalham com carteira assinada, como é o caso de Fabiana Celestino, 34 anos, solteira, mãe de 2 filhos, cumpriu pena durante 4 anos por tráfico de drogas, e segundo ela, já faz 5 anos que trabalha na indústria Algo Bom, durante o tempo que esteve reclusa na Colônia Penas de Pernambuco, no regime fechado, e quando cumpriu pena no semi-aberto na Colônia Penal de Abreu e Lima. Agora Fabiana comemora trabalho há dois 2 anos e meio com carteira assinada e a tudo que conquistou. “Consegui um empréstimo aqui na empresa, já construir minha casa, comprei móveis, conseguiu fazer como que minha filha voltasse a morar comigo, além disso, a empresa nos dá cesta básica, alimentação, transporte, férias e prêmio de produção. Enfim, estou reconstruindo minha vida, estou trazendo de volta tudo que perdi, preciso só da ajuda de Deus”, concluiu.

Thaylane Silva, 24 anos, solteira, 2 filhos, cumpre pena no aberto por assalto, disse que esperava por essa oportunidade e agora quer trabalhar muito e direito para logo que pagar o que deve a justiça, Antônio possa assinar sua carteira de trabalho.

Para Ubiratam Assis, 35 anos, casado, pai de 1 filho, cumpriu pena por furto, “foram 5 anos de sofrimento e hoje só tenho a agradecer a Deus. Comecei trabalhando como operador de maquinas com carteira assinada, depois fui promovido a almoxarife. Tenho meu salário e sou respeitado como qualquer funcionário desta empresa”.

Laura Gomes, secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos fala sobre a interiorização das ações do patronato. “ Estamos ampliando as atividades e levando para  o interior. O nosso objetivo é atender todas as pessoas que são acompanhadas pelo órgão, incentivando para que as mesmas não voltem a praticar crimes. Buscamos através das nossas ações restabelecer esses homens e mulheres, além de inserí-los na sociedade”, destacou.

Já para o proprietário da indústria Algo Bom, Antônio Cláudio Cavalcanti, trabalhar com esse segmento é muito bom, nossa empresa tem reeducandos trabalhando na limpeza, expedição e administração. “Eles aqui são tratados como todos os outros funcionários, além de cumprimos com todas as obrigações, e para aquele que quiserem fazer o nível superior, nos arcamos com 50% da mensalidade. Também trabalhamos para que 30% das vagas oferecidas na sua indústria sejam para os reeducandos”.

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