Laura Gomes prestigia sessão solene na Câmara Municipal do Recife
ÚLTIMAS NOTÍCIAS- 10/12/2012
- 16h54min
Laura Gomes, secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e Paulo Moraes, secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos, estiveram nesta segunda-feira (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos, na Câmara de Vereadores do Recife, para participar de Sessão Solene em homenagem a data. A autoria do requerimento foi da parlamentar Marília Arraes (PSB). Na oportunidade, a socialista deu posse simbólica a seis vereadores cassados no período da Ditadura Militar (1964 – 1985) e descerrou uma placa com o nome de cada vereador, que ficará exposta no hall de entrada do plenário da Casa.
A solenidade contou também com a presença do presidente da Comissão Estadual de Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, Fernando Coelho, da secretária de Direitos Humanos e Segurança Cidadã da Prefeitura do Recife, Amparo Araújo, e do advogado João Bosco Tenório, representando os parlamentares cassados na época da Ditadura Militar. Estudantes da rede pública de ensino, amigos e familiares dos homenageados compareceram a sessão, dando um tom de resgate histórico ao momento.
Os vereadores homenageados na sessão solene foram: João Bosco Tenório Galvão, Ivan Gonçalves (in memoriam), Alfredo Francisco da Silva (in memoriam), Felício Coelho de Medeiros (in memoriam), Jarbas de Holanda Pereira e Luiz Sebastião Cavalcanti (in memoriam).
A secretária da SEDSDH, Laura Gomes, explicou que, graças ao pioneirismo do Governo de Pernambuco, com a criação de uma comissão estadual para investigar fatos dos “anos de chumbo”, o povo pernambucano poderá conhecer mais sobre a própria história. Na visão da gestora, iniciativas como a da vereadora Marília Arraes, são fundamentais para a democracia porque buscam reparar erros cometidos no passado.
Representando os parlamentares cassados, o advogado João Bosco Tenório aproveitou a oportunidade para esclarecer situações vividas no período da Ditadura Militar. Ele contou que foi eleito vereador pelo antigo MDB e teve o mandato cassado pelos militares na década de 60. “Tomei posse nesta Casa no dia 10 de janeiro de 1969. Neste mesmo dia, num processo sórdido de intimidação, fui intimado a comparecer para ser processado por suposta violação a Lei de Segurança Nacional. Disseram, inclusive, que era o líder do Partido Comunista do Rio Grande do Norte ao Sul”, disse.
A autora do requerimento, Marília Arraes, ressaltou que a solenidade representa o reconhecimento da importância de lembrar os que não deixaram de lutar pelo que acreditavam. “Estamos empenhados no resgate do que de fato aconteceu em vinte anos de ditadura militar. Eduardo Campos foi o primeiro governador brasileiro a criar uma comissão da verdade, motivado, inclusive, por sua experiência familiar. Sinto-me honrada, após ter sido reeleita pelo voto popular, poder devolver, ainda que simbolicamente, mandatos dos vereadores que, assim como eu, foram trazidos para este lugar pelo povo. E só o povo poderia havê-los tirado ”, frisou.
Marco Histórico – Em em 1948, foi aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Por se tratar do primeiro documento internacional que afirma a universalidade dos direitos fundamentais e a igualdade entre todos os seres humanos, a declaração é considerada um marco para a proteção e respeito dos direitos humanos. Com isso, a ONU pretende alertar os governantes de todo o mundo para assegurar aos cidadãos o direito a uma vida digna, o direito ao trabalho, à segurança, à saúde e à educação, além do respeito pela diversidade e pela dignidade de todas as pessoas. A Declaração nasceu em resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas, ciganos e homossexuais e também as bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki (Japão), matando milhares de inocentes.
