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Patronato Penitenciário leva Direitos Humanos para empresas

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  • 19/11/2014
  • 16h40min

Os empresários Antônio Cláudio Cisneiros e Luiz Martinho de Souza, da indústria Algo Bom, localizada na BR 101 Norte, Paratibe, recebeu na manhã de hoje (19) Bernardo D’Almeida, secretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que abriu o evento denominado Direitos Humanos nas Empresas – DHE. Ação faz parte das Semanas dos Direitos Humanos promovida pela SEDSDH, por meio de sua executiva de Justiça e Direitos Humanos – SEJUDH, em parceria com a Prefeitura do Paulista. 

O encontro, que foi coordenado pela superintendente do Patronato Penitenciário de Pernambuco, Zuleide Oliveira, tem como objetivo atender funcionários da empresa e seus familiares, com vacinação (gripe, tétano e Hepatite B), aferição de pressão, teste DST/AIDS; exame oftalmológico e mamografia, atendimento de primeiros socorros, emissão de 2ª via de Registro de Nascimento, Carteira de Trabalho e RG, tratamento de beleza, Carteira Nacional de Habilitação Popular, além de orientação realizada por equipe psicossocial do Programa Atitude sobre álcool e outras drogas. De plantão também estavam técnicos do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, informando sobre os serviços da assistência social.

Segundo Bernardo, atualmente o Patronato tem parceria com 24 empresas, entre públicas e privadas, que empregam 531 reeducandos, por meio de convênio de cooperação entre SEDSDH/Patronato Penitenciário de Pernambuco e empresa parceira. Com esse acordo os reeducandos trabalham 8h/dia com direito a salário, alimentação e vale-transporte. Para ele, um exemplo de parceria exitosa é com a indústria Algo Bom, cuja especialidade é produtos de limpeza a base de algodão que há 14 anos é nossa parceira. Ela apoia o Pacto Pela Vida propiciando emprego a 58 reeducandos do semiaberto, aberto e dos que já pagaram suas dívidas com a sociedade.

Airton José Maciel, 43, pai de dois filhos, funcionário da Algo Bom estava muito satisfeito com a ação, ele disse que fez exame oftalmológico e tirou a segunda via do registro de nascimento. Para ele esse tipo de serviço nas empresas é muito positivo, uma vez que sair durante o expediente fica difícil.

Fabiana Celestino,34, solteira, mãe de dois filhos cumpriu pena durante quatro anos por tráfico de drogas e já faz seis anos que trabalha na indústria. Ela esteve na Colônia Penal Feminina do Recife, no regime fechado e no semiaberto de Abreu e Lima e hoje comemora sua liberdade, com carteira assinada a três anos e meio e tudo que conquistou. “Consegui um empréstimo aqui na empresa, já construí minha casa e comprei móveis. Tenho direito a cesta básica, vale-alimentação e transporte, férias e prêmio de produção. Enfim estou reconstruindo minha vida. Estou trazendo de volta tudo que perdi”, concluiu.

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