Programa Pernambuco no Batente capacita 200 pessoas pra trabalhar na área têxtil
ÚLTIMAS NOTÍCIAS- 10/6/2014
- 12h08min
O Programa Pernambuco no Batente, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos – SEDSDH, visa a inclusão social e produtiva de indivíduos em situação de pobreza e extrema pobreza, que tenham mais de 15 anos, com nível de escolaridade a partir da alfabetização. Além da realização dos cursos, o programa propõe a realização de atividades envolvendo oficinas, focando na atividade econômica de maior destaque da região.
O município de Catente, localizado na Zona da Mata Sul, conta com um Centro de Inclusão Produtiva – Pernambuco no Batente, conta com 200 alunos inscritos no curso de corte e costura, recebeu ontem (9), com muita festa, a instalação de uma fábrica do setor de confecção, trata-se da Wendell Jeans, empresa que está no mercado há 10 anos, com sede na cidade de Toritama e já vem trabalhando com inclusão social na Penitenciária Juiz Plácido de Souza em Caruaru.
Na oportunidade, Bernardo D’Almeida, secretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos – SEDSDH, que foi recebido pelo prefeito Otacílio Cordeiro, falou da importância do advento. “Este momento representa o fechamento de todo um ciclo do Pernambuco no Batente. Capacitação, qualificação e empregabilidade. O Estado montou a política, forneceu os recursos necessários, o município executou o projeto, os munícipes se engajaram nas aulas, e o empresariado por fim absorve na indústria, no comercio, na produção extrativa e no setor terciário. Este é um governo onde temos a participação de todos”.
Segundo o empresário Wendell Oliveira, que investiu R$ 750 mil, entre maquinário e instalação do prédio, um dos motivos que o levou a investir naquela cidade foi saber das dificuldades financeira da população de baixa renda. 120 pessoas capacitadas pelo PE no Batente serão contratadas pela fábrica.
Quem comemorou a abertura da fábrica no município de Catente, foi Simone Soares, mãe de 2 filhos, desempregada há três anos, feliz com a oportunidade de não depender da aposentadoria da mãe, ressaltou que Catende estava muito carente de emprego. “A maioria das costureiras, assim como eu, chegou no projeto sem saber de nada, nem colocar a linha na agulha, mas, hoje, já aprendemos as nomenclaturas e a desempenhar as funções”, concluiu.
Edileuza Maria da Silva, 61 anos, viúva, mãe de 10 filhos, trabalhava na Usina Catende semeando, cortando e limpando a cana, foi demitida e passou até fome, nesse tempo trabalhava informal, sem carteira assinada. “Hoje tenho essa oportunidade, vou apreender a costurar e irei trabalhar na fábrica de jeans que está abrindo aqui”.
Estiveram presentes, além dos deputados federal e estadual, respectivamente, Cadoca e Aluísio Lessa, os secretários municipais, vereadores e representantes da sociedade civil.
